Com a chegada do São João, volta à tona uma discussão antiga: os altos cachês pagos a artistas para shows de pouco mais de uma hora, muitas vezes bancados com dinheiro público. Em algumas cidades, os valores chegam a R$ 700 mil, R$ 900 mil e até bem mais de R$ 1 milhão por apresentação.
Prefeitos e gestores municipais têm criticado esses custos, afirmando que os orçamentos das cidades não acompanham essa escalada de valores, enquanto áreas essenciais como saúde, educação e infraestrutura seguem enfrentando dificuldades.
E não estamos falando só de São João, existe também esse problema e todas as festa públicas da Bahia.
Artistas cobrando uma fortuna pra uma hora e meia de show.
O debate não é sobre o valor do artista, mas sobre o uso do dinheiro público. Ao mesmo tempo, experiências com a valorização de artistas regionais e cachês mais equilibrados mostram que é possível realizar grandes festas sem comprometer as contas públicas. Artistas esses que carregam multidões, como Toque Dez, Pablo, Netto Brito, e artistas do tradicional forró nordestino, que fazem bonito o ano todo!
A discussão agora gira em torno de limites de cachê, mais transparência e planejamento cultural. Afinal, até que ponto é justo gastar cifras milionárias em um único show?
Texto: Novas Black/ Oficina 21
